"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança."
Muito mais que harmonias, acordes e letras. Muito mais que consoantes e vogais em sucessão. Muito mais que uma palavra de três sílabas. É um instrumento do pensamento. Músicas expressam tudo ou nada. Músicas fazem com que as pessoas reflitam. Músicas agridem. Músicas acolhem. Músicas criam desejos. Músicas enfeitiçam, seduzem e provocam.
Meu corpo não é perfeito. Eu não ando com confiança. Eu brigo com meus pais e amigos o tempo todo. Algumas noites eu prefiro ficar sozinha do que sair para me divertir. Eu choro com as pequenas coisas. Há dias que eu dou alguns sorrisos forçados e risos falsos. Às vezes eu tento me convencer de que as coisas estão bem quando elas não estão. Eu não pareço tão boa na vida real, como pareço em minhas fotos. Há algumas noites que eu choro sozinha por tudo que está acontecendo. Eu sempre acho que não sou boa o suficiente. Eu sou imperfeita, mas sou perfeitamente eu.
Minha bipolaridade não é doença, é escolha. Felicidade demais me enjooa, tristeza demais, hum… não preciso nem explicar. Ser chata faz parte, simpática é necessidade. Não passo o dia sem um surto de loucura. Irritante quebra o gelo, grossa impõe autoridade. Sendo infantil deixo de ser chata, sendo madura deixo de ser frágil.